Alimentação e Protecção Eléctrica de Bombas de Calor no Grande Porto
Fazemos a parte eléctrica de bombas de calor no Grande Porto: circuito dedicado desde o quadro, protecção correcta, seccionador junto à unidade exterior, percurso de cabo e, quando é preciso, o aumento de potência contratada. A parte térmica e frigorífica — dimensionar o equipamento para a sua casa, ligações de gás, vácuo, carga e o circuito hidráulico — é do instalador de AVAC certificado, com quem nos articulamos na obra. Esta página serve para perceber o que a sua instalação tem de ter antes de a máquina chegar, porque é aí que a maioria dos atrasos acontece.
O Que Cobrimos
- ✅ Circuito dedicado para unidade exterior e unidade interior
- ✅ Selecção de secção de cabo e disjuntor conforme corrente e percurso
- ✅ Diferencial adequado a equipamento com variador de frequência
- ✅ Seccionador de corte junto à unidade exterior para manutenção
- ✅ Ampliação ou substituição de quadro sem módulos livres
- ✅ Pedido e preparação de aumento de potência contratada
- ✅ Descarregador de sobretensões para proteger a electrónica do inversor
- ✅ Preparação eléctrica antes da chegada do equipamento
- ✅ Articulação com o instalador de AVAC e com o electricista do condomínio
Como Funciona
- Passo 1: Pedimos a ficha técnica do modelo escolhido, ou o modelo proposto pelo instalador de AVAC
- Passo 2: Lemos nessa ficha a corrente máxima, o tipo de diferencial exigido e o esquema de ligação
- Passo 3: Visita para ver quadro, entrada, percurso de cabo e local da unidade exterior
- Passo 4: Proposta eléctrica fechada, separada da proposta do equipamento
- Passo 5: Execução antes da chegada da máquina, com medições e ensaio no arranque acompanhado
O Que é Nosso e o Que é do Instalador de AVAC
Vale a pena separar isto logo no início, porque poupa discussões a meio da obra. A escolha da potência térmica da bomba de calor, o cálculo das necessidades da casa, o dimensionamento dos radiadores ou do piso radiante, as ligações frigoríficas, o vácuo, a carga de gás e o depósito de inércia são trabalho de um instalador de AVAC com habilitação para manuseamento de gases fluorados. Não fazemos essa parte e não emitimos pareceres sobre ela.
O que fazemos é tudo o que está entre o contador e os bornes de alimentação da máquina: o circuito, a secção, a protecção, o seccionamento, a terra e a potência disponível. Na prática, é a parte que costuma ficar esquecida até ao dia da instalação — e aí o instalador chega, abre o quadro, vê que não há espaço nem circuito e o arranque fica adiado uma semana. Se nos chamar antes, a preparação eléctrica fica feita e a máquina liga no dia em que chega.
A peça que resolve quase tudo é a ficha técnica do modelo. É lá que vem a corrente máxima absorvida, a corrente de arranque, a secção mínima de cabo recomendada, o calibre e a curva do disjuntor e o tipo de diferencial exigido pelo fabricante. Não inventamos nenhum destes valores nem os copiamos de outro trabalho: pedimos a ficha, lemos, e dimensionamos por cima do que lá está com a margem que o percurso obriga.
Circuito Dedicado: Secção, Calibre e Corte Junto à Máquina
Uma bomba de calor nunca partilha circuito. Para um termodinâmico de água quente sanitária de 200 a 300 litros, com compressor de 500 a 700 W e resistência de apoio de 1.500 a 2.000 W, um cabo de 2,5 mm² com disjuntor de 16 A resolve na esmagadora maioria dos casos. Para uma unidade ar-água de aquecimento, com quatro a doze quilowatts térmicos, a corrente absorvida sobe para a casa dos 10 a 25 A e passamos a 4 mm² ou 6 mm², com disjuntor dimensionado pelo que a ficha técnica indicar.
O comprimento pesa mais aqui do que num aparelho doméstico normal, porque a unidade exterior fica quase sempre longe do quadro — no terraço, na cobertura, no logradouro, no extremo da varanda. Trinta ou quarenta metros de percurso em 4 mm² já obrigam a verificar a queda de tensão com números, e não por hábito. Um compressor que arranca com tensão em baixo aquece mais, dura menos e dá códigos de erro que ninguém consegue explicar, porque o sintoma aparece na máquina e a causa está no cabo.
A peça que mais vezes falta nas instalações que vamos ver é o seccionador junto à unidade exterior. É um corte omnipolar, em caixa estanque, à vista e ao alcance de quem vai fazer manutenção. Serve para que o técnico de AVAC possa trabalhar na máquina com a certeza de que ninguém liga o disjuntor no quadro enquanto ele lá está. Custa pouco, é exigido pela boa prática e é a primeira coisa que um técnico sério pergunta quando chega a uma máquina que não instalou.
Diferencial: Porque o Tipo AC Não Serve Aqui
Praticamente todas as bombas de calor actuais têm compressor inverter, ou seja, um variador de frequência que rectifica a corrente antes de a voltar a formar. Uma eventual corrente de fuga já não é uma onda alternada limpa: tem componente contínua pulsante. Um diferencial do tipo AC, que é o mais barato e o que está montado na maioria dos quadros antigos, foi concebido para detectar fugas alternadas e pode simplesmente não ver essa fuga. Ou seja: existe no quadro, dispara no teste do botão, e não protege no cenário que interessa.
O mínimo para um equipamento destes é um diferencial de tipo A, de 30 mA, e há fabricantes que exigem tipo A com imunidade reforçada ou até tipo B. Não é opinião nossa, vem escrito na documentação do equipamento, e é um dos motivos pelos quais insistimos em ver a ficha técnica antes de comprar material. Montar tipo AC onde o fabricante exige outra coisa é, além de tudo o resto, um caminho directo para perder a garantia do equipamento.
Há ainda uma razão prática para o diferencial ser só desta máquina. Os variadores de frequência têm filtros que produzem correntes de fuga permanentes de alguns miliamperes, de alta frequência, mesmo com tudo a funcionar bem. Somadas às fugas normais do resto da casa, chegam ao limiar de disparo e produzem aquele fenómeno irritante de o diferencial cair de madrugada sem ninguém estar a usar nada. Separar a bomba de calor num diferencial próprio elimina o problema na origem em vez de o andar a perseguir.
Quadro Sem Espaço e Potência Contratada: os Dois Travões do Grande Porto
O primeiro travão é físico. Nos apartamentos construídos entre os anos 60 e 90, e em boa parte das moradias de Vila Nova de Gaia e de Gondomar da mesma época, o quadro tem doze ou dezoito módulos e não sobra um. Acrescentar disjuntor mais diferencial dedicado são três a quatro módulos, e a solução passa por ampliar a caixa, montar um quadro secundário ou substituir o quadro eléctrico. É trabalho pequeno, mas tem custo e tem de estar na conta desde o princípio, não aparecer no fim como surpresa.
O segundo travão é a potência. Uma casa em 6,9 kVA com placa de indução, forno, máquina de secar e agora uma bomba de calor a puxar três ou quatro quilowatts numa manhã fria vai disparar à entrada, e vai disparar sempre às mesmas horas. O salto seguinte é 10,35 kVA, e o passo a seguir 13,8. Tratamos do pedido de aumento de potência, mas fazemos antes a verificação que interessa: se a entrada, o cabo desde a coluna e o quadro suportam o novo escalão. Subir potência sem isso feito é tirar o travão a uma instalação que não está preparada para andar mais depressa.
Nos prédios antigos da Baixa, do Bonfim e da zona da Sé aparece um terceiro tema, que é a coluna montante do edifício. Em alguns casos a coluna é antiga e não comporta que várias frações subam de potência ao mesmo tempo. Isso não se resolve dentro de casa nem se resolve depressa: é assunto do operador de rede e do condomínio. Quando encontramos esse cenário dizemo-lo logo, antes de haver equipamento comprado, porque é a diferença entre um projecto adiado e um projecto impossível.
Unidade Exterior em Prédio: Condomínio, Percurso e Fixação
A unidade exterior tem de ir a algum lado, e num prédio esse lado é quase sempre parte comum. Fixar na fachada, pousar no terraço de cobertura ou passar cabo e tubo pela caixa de escadas são intervenções que o condomínio tem de aprovar, mesmo quando a varanda é de uso exclusivo da sua fração. Vale a pena levar a questão à assembleia com o local exacto, as dimensões da unidade e a forma de fixação já definidos, porque uma proposta vaga é uma proposta recusada.
Há três pontos que costumam ser levantados por outros condóminos e que convém ter resolvidos de antemão: o ruído, sobretudo se a unidade ficar em frente à janela de um vizinho, o que se resolve com escolha do local e com apoios anti-vibráteis; a água de condensados, que tem de ter escoamento próprio e não pingar na varanda de baixo; e o aspecto exterior da fachada, que em zonas com condicionantes urbanísticas pode ter regras específicas. O nosso trabalho depende destas decisões, por isso perguntamos por elas na primeira conversa.
Do lado eléctrico, o percurso entre quadro e unidade exterior faz-se em tubo próprio para exterior, resistente a raios ultravioleta, com curvas que permitam substituir o cabo no futuro sem partir nada. Na faixa litoral, entre Matosinhos e Canidelo, acrescentamos o cuidado com o salitre: caixas estanques, terminais protegidos e fixações que não se desfaçam ao terceiro Inverno. Uma caixa de derivação mal vedada a dez metros do mar é uma avaria marcada para daqui a dois anos.
Sobretensões, Solar e o Arranque Acompanhado
Uma bomba de calor é, do ponto de vista eléctrico, uma peça de electrónica de potência cara colocada num sítio exposto. Uma sobretensão induzida numa descarga atmosférica a alguma distância não precisa de atingir o edifício para queimar a placa de controlo do inversor, e essa placa é frequentemente a peça mais dispendiosa da máquina depois do compressor. Um descarregador de sobretensões no quadro custa uma pequena fração disso e é das poucas protecções que se paga a si própria numa única ocorrência.
Se tiver ou vier a ter painéis solares em autoconsumo, a bomba de calor é o melhor consumidor que pode ter ligado à instalação: funciona durante o dia, tem consumo prolongado em vez de picos curtos e transforma excedente que iria para a rede em calor guardado no depósito ou na inércia do pavimento. Do lado eléctrico isto obriga apenas a pensar o quadro como um conjunto — produção, consumos grandes e protecções — em vez de ir acrescentando circuitos por ordem de chegada.
Fechamos sempre com medições e, quando é possível, com presença no arranque. Verificamos continuidade e resistência da terra, apertos, disparo do diferencial e, com a máquina em funcionamento, a corrente real absorvida e a tensão aos bornes. Este último número é o que confirma que o cabo está bem dimensionado no mundo real e não só no papel. Se o técnico de AVAC estiver no local no mesmo dia, melhor: resolve-se ali qualquer divergência entre o que a ficha técnica dizia e o que a máquina faz.
Preços e Orçamentos
Circuito dedicado para uma bomba de calor de água quente sanitária, tipo termodinâmico, com percurso curto: 200 a 400 euros. Circuito para bomba de calor ar-água de aquecimento, com cabo de 4 ou 6 milímetros quadrados, seccionador exterior e protecção dedicada: 380 a 900 euros, e o que faz variar é o comprimento do percurso, se o cabo vai embutido, em calha ou em tubo pelo exterior, e se é preciso furar laje ou fachada. Ampliação de quadro para criar espaço: 150 a 500 euros. Descarregador de sobretensões instalado: 120 a 260 euros. O aumento de potência tem custos do próprio operador, que não passam por nós e que lhe indicamos à parte para não haver confusão na fatura.
Onde Atendemos
Matosinhos · Senhora da Hora · Leça da Palmeira · São Mamede de Infesta · Porto · Vila Nova de Gaia · Maia · Gondomar · Rio Tinto · Valongo · Ermesinde
Perguntas Frequentes
Vocês instalam a bomba de calor toda ou só a parte eléctrica?
Só a parte eléctrica: circuito dedicado, protecções no quadro, seccionador junto à unidade exterior, terra e, se for preciso, o aumento de potência contratada. O equipamento, as ligações frigoríficas, a carga de gás e o circuito hidráulico são do instalador de AVAC com habilitação para gases fluorados. Trabalhamos em articulação com ele e, se ainda não tiver nenhum, podemos indicar-lhe quem costuma fazer essa parte.
Que informação precisam antes de me dar um preço?
A ficha técnica do modelo escolhido, ou pelo menos a marca e a referência. É de lá que sai a corrente máxima, o calibre do disjuntor e o tipo de diferencial exigido pelo fabricante. Além disso precisamos de uma fotografia do quadro aberto, de saber a potência contratada e de uma ideia do percurso entre o quadro e o local da unidade exterior.
Porque é que o diferencial tem de ser de tipo A e não o normal?
Porque o compressor tem variador de frequência, e uma fuga à terra nestes equipamentos pode ter componente contínua pulsante. Um diferencial de tipo AC, que é o comum em quadros antigos, foi feito para fugas alternadas e pode não detectar esse tipo de corrente. O tipo A detecta, e há fabricantes que exigem versões ainda mais exigentes, o que vem sempre indicado na documentação do equipamento.
Vou ter de aumentar a potência contratada?
Depende da potência absorvida pela máquina e do que já tem em casa. Um termodinâmico de água quente sanitária costuma caber em 6,9 kVA. Uma bomba de calor de aquecimento de toda a casa, somada a placa de indução e forno, leva frequentemente a subir para 10,35 kVA. Fazemos essa conta com números concretos na visita e só depois se decide.
O meu diferencial dispara de madrugada desde que instalei a bomba de calor. Porquê?
É o sintoma clássico de a máquina estar a partilhar diferencial com o resto da casa. Os variadores de frequência têm filtros que geram alguns miliamperes de fuga permanente, e somados às fugas normais da instalação chegam ao limiar de disparo em momentos em que nem está ninguém acordado. A solução é dar à bomba de calor um diferencial próprio, do tipo correcto.
Preciso de autorização do condomínio para pôr a unidade exterior na varanda?
Na prática, quase sempre sim, porque a fachada e a cobertura são partes comuns mesmo quando a varanda é de uso exclusivo da sua fração. Leve à assembleia o local exacto, as dimensões do aparelho, a forma de fixação e como fica resolvido o escoamento dos condensados. Propostas vagas costumam ser chumbadas e fazem perder meses.
Podem fazer a parte eléctrica antes de eu comprar a máquina?
Podemos, e é o que aconselhamos, desde que o modelo já esteja escolhido para podermos dimensionar pelos valores certos. Ter o circuito, as protecções e o seccionador prontos antes da entrega evita o cenário mais comum, que é o instalador chegar com o equipamento e não haver alimentação disponível para o ligar nesse dia.
A bomba de calor combina bem com painéis solares?
Combina muito bem, porque consome de forma prolongada durante o dia e converte excedente de produção em calor armazenado, seja no depósito de água quente seja na inércia do pavimento. Do ponto de vista eléctrico o cuidado é pensar o quadro como um todo, com produção e consumos grandes previstos em conjunto, em vez de acrescentar circuitos à medida que vão aparecendo.
Precisa de Bomba de Calor: a Parte Eléctrica?
Resposta rápida em Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia e arredores.